Diz lá que sabes mesmo sem saber. Diz que eu sempre te irei dar respostas positivas às tuas perguntas idiotas. Diz que sabes tudo, sobre tudo e que sabes tudo especialmente em relação a mim, aí eu parto-me a rir! Achas mesmo que sim, meu amor? Achas que és mesmo tu, quem sabe o que me faz rir até cair para o lado? Sim é verdade, tirando estas tuas entradas ridículas, de quem tem o nariz arrebitado e que tem por força de saber tudo… Ou assim achas tu que sabes. Num único parágrafo, repetes mais do que uma vez a mesma expressão “Então, eu sei perfeitamente o que estou a dizer”, ah eu também, é pena é não o dizer umas mil vezes numa hora. É um defeito meu. Para quem diz que eu tenho um feitiozinho muito complicado… Olha também muito obrigado, por uma informação á qual eu ainda não tinha acesso! Com o tempo os meus caracóis desapareceram e pelos vistos também muitas coisas com eles. A minha sanidade mental, ou pelo menos grande parte dela! Cala-te… Que, eu ainda sou melhor que tu, admito que me falta parte dela. Criticar-te é o que faço de melhor! Não és tu que dizes que nem para cozinhar eu sirvo? Então olha tens bom remédio, ou perdes o vicio á minha caminha quente todas as noites e metes-te a andar ou compras o livrinho do “Viva Melhor” e melhora a tua capacidade culinária, que eu não nasci para ser tua mãe, filho! Não há uma única linha, nos meus testos em que não diga que és assim ou assado. Opa, é uma maneira de me divertir, afinal para o que é que me serves? Cozinhar, já exclui a hipótese. Limpar-me a casa, esquece lá isso, que tu nem me lavares a chávena com o café de manhã tu lavas! Aqueceres-me os pés á noite? Para isso existem os sacos de água quente para meter aos pés da cama ou isso ou pantufas. Sempre podemos dormir com elas, é mais confortável do que dormir contigo! Terei de pensar mais um bocado, para me tentar lembrar de alguma coisa á qual tu até me faças jeito, se lá chegar. A pior coisa, a roupa espalhada pelo chão de todo o sítio. Trabalhos teus misturados com os meus, coisas minhas, que miraculosamente desapareceram do seu lugar seguro mal tu cá metes-te os pés…Como é que me fui meter nesta? Sei lá … Eu devia de estar cega com certeza, ou então foi a falta de alguma sanidade mental que se calhar até me afecta até certo nível! Aí, essa tua falta de sarcasmo até me deixa tonta. Diz lá que essas tuas ‘indirectas’ falham um bocadinho o alvo. Eu já te disse, muitas vezes, que essas tuas tentativas falhadas não me atingem, (numa linguagem mais ao teu nível ‘não me afectam’). Essa foi muito á parte. Eu pergunto-te mesmo é o que é que te afecta. Aquela choradeira toda, afinal teve qual motivo? Aquela, lá está a ausência de alguma sanidade, aquelas peço imensas desculpas. Se tivessem sido poucas eu tinha colocado o algarismo, mas como não tenho por gosto retorcer ideias acrescento apenas um s, as pessoas que tirem conclusões. Eu quero ver isso! Olha marchas-te, fechei-te a porta na cara e agora? Pulas-me pela janela e vens me roubar as jóias que me oferecestes? Força, eu sei que não é prata verdadeira ou achas mesmo que sou parva… O anel que me ofereceste, encontrei um igualzinho á loja de bugigangas á saída do Jumbo. Fala-me lá agora em sanidade mental… Naquela altura ainda podia/conseguia ouvir a tua voz e ela ainda me fazia bem!
A tua opinião ainda contava, e dormir contigo era uma alegria tremenda. Agora não sei ao certo se nasci sem parte dela, ou se foi a convivência contigo que me deu cabo da minha espiritualidade. Estou pior que as velhas. Mas vá lá, até tu admitis-te que a tu vida dava para um livro, ao que eu respondi que te dava pelo menos para um parágrafo, contando as vezes em que foste despejar o lixo, porque de resto. Nasces-te, és mais velho que eu 3 anos e comportas-te como se fosses 3 mais novo. Aos 31 estás a meio do teu primeiro livro ao qual dás atenção desde os 28 anos e ainda nem o acabas-te. Foste deixado pela tua única namorada, eu, e continuarás solteiro por algum tempo! Acho que chega. Tentei não prever o dia da tua morte, acho que seria desumano… Mas posso sempre um dia tentar, e dizer o futuro de acordo com o teu signo, depois dizer-me-ão se fui melhor que a Maya. E pergunto-te ‘quem não será’!