As pedras não se mexem do meu caminho, fazem-me cair e eu honestamente perdi a vontade de me levantar, sacudir as calças cheias de pó, erguer a cabeça e continuar a levantar os pés até o firmamento. Os meus joelhos, tem pequenas sequelas, umas velhas, outras novas e outras que nem eu sei que as irei ter e mesmo assim, procuro acabar sempre com as mesmas lacunas. Não aprendo! As mãos escalavradas, vermelhas e a arder, não seria a primeira vez que as via assim, e nunca será a última… As lágrimas repentinas nos olhos, á espera que, talvez, acalmem a dor daquele momento, a cara vermelha, as mãos que se movem repentinamente para agarrarem a ferida exposta, nunca resultaram, e apesar destas tentativas todas, continuo a magoar-me e ainda não tenho nenhuma solução para fazer a dor passar depressa, fazer com que ela não exista, com que nada a tivesse feito intervier. Em esquecer, e finalmente levantar-me, depois de tanto momento de espera.