MAGOASTE-A, idiota! pela última fez brincaste com a cara dela. ignoraste-a como se ela nem existisse, olhaste-a pelo canto do olho na esperança dela se ir embora mais depressa. deixaste-a de rastos e eu, sim EU, tive de impedi-la de chorar em plena avenida. senta-la na SS e deixa-la estar durante 5 minutos com os fones nos ouvidos a corroer-se por dentro, seu filho da mãe! nunca te devias ter cruzado com ela, eu própria não devia ter deixado que se aproximassem, fazias-lhe mal mesmo quando o que acontecia era bom e significava tudo para ela. E PARA TI? era a brincar? era outra que encantavas com falinhas mansas e jogavas para a valeta à espera de ser levada pelo vento. erraste na vítima. falhaste o alvo e, por mais que tentasses jogá-la ao chão, ela não se deixou jogar pelo teu joguinho BARATO e opressivo. eras o suficiente para mim, um amigo, talvez até de infância (e agora garanto que não me arrependo de ter passado os meus dias de pré nesse fim de mundo de castigo, por enfiar a minha mão na tua cara, porque se calhar fui a única que o fiz até hoje!) e o que é que achas que foste para ela? o que é que um homem acha que foi para certa mulher? para ela eras um todo. alguém que a afastava dos problemas e a deixavas ser a Alice no seu País das Maravilhas. afastavas os horizontes da sua sempre enorme imaginação e vivacidade. acorrentavas-lhe os seus fantasmas e exorcizavas-lhos. não sabes, nunca virás a saber, porque ela não pertence ao teu mundo. ela não te pertence a ti e ainda bem.