Esperei o tempo que precisei para me levantar finalmente, olhei para ti pelo canto do meu olho, pousei pela milésima vez a minha cabeça no teu peito e deixei-me estar. Caída, quente e bem-vinda, ali, bem enroscada em ti e no teu cheiro que eu adoro perfundamente. A gentileza com que abris-te a minha mão, remexes-te e a acarinhas-te como se fosse a tua. O bater sincronizado, ofegante e rápido do teu coração bem juntinho ao meu ouvido fez-me fechar os olhos e pensar novamente que, agora, é impossível para mim aguentar muito tempo sem ouvir, sem sentir, sem cheirar, sem olhar tudo o que me faz lembrar de ti. A toda a hora. Acabei por me aperceber que vivo atrelada em tudo isto e vai ser dificil arranjar saida. Eu nem sei se quero uma saída.