Escrevo a todos os que querem saber, imaginar e sonhar em sentir algo assim: forte, misterioso, triste, e envolvente. Os que sonham em viver um amor assim e principalmente aos que o vivem intensamente. Afinal, começa tudo com um beijo? Não é uma história com personagens. O amor não tem personagens. É algo que muita gente procura mas que a maioria nunca acha, ou assim pensam. Olho muitas vezes para fotos dos meus pais, e … é aquilo? Eles sentiam o mesmo que eu já senti? Ou o que eu senti, era um mero exemplo do que afinal sempre foi? É sacrificar a vida por a outra pessoa? Eu era capaz de fazer isso? Sei que tem cor, que ficas mais parva que o habitual, mas isso é bom? Confesso, perdi alguém que amava. O que fiz para o prevenir? Nada, nunca o pude fazer. Não sei fazer milagres. Sei que apesar de a perder, não chorei. Afinal, amava-a? Não chorar significa não amar? NÃO! Não é uma história de rapariga conhece rapaz (“boy meets girl”), nem todas as raparigas da minha idade sonham com o mesmo, ou escrevem a mesma babosice. As histórias entre rapazes e raparigas, a maioria das vezes acabam em vazio, sim sou um bocado pessimista, mas em 4 em cada 10 mulheres (só em assim de cabeça) acaba por ter uma história inesquecível, uma verdadeira história de amor. 1 em 10 mulheres, tem essa história mas o final é trágico o que dá um toquezinho mais sensível á coisa. Rapaz que é rapaz faz uma rapariga chorar! E para mim, rapariga que é rapariga faz com que o rapaz pense, torture a sua cabeça a inventar casalinhos e a entristecer. O que faço está mal feito? Muito provavelmente, mas é a estratégia mais utilizada pelas raparigas. Nós gostamos de os ver implorar, de os ver olhar para nós e ter fogo nos olhos. Eles nunca perceberam, e presumo que nunca o consigam perceber. Nós, mulheres temos as nossas manhas, boas ou más não faço ideia, mas que elas resultam isso resultam.Nós mulheres, sentimos. Mais fortemente que os homens, temos essa necessidade. Qualquer sentimento. Sentimo-lo, vivemo-lo com a intensidade do vento. Correm por nós turbilhões de emoções, que nem mesmo nós as sabemos explicar. Senti falta de alguém especial, como talvez mais outras 10 mil mulheres sentiram hoje, de um rapaz? Hoje, não foi o caso, mas sinto muitas vezes em situações desagradáveis em que ele era o que devia de estar comigo. Um amigo colorido? Não, um amigo só amigo. Pensei novamente que a podia trazer de volta. Que podia sentir um abraço dela outra vez, um cheiro, uma voz … Só as fotografias me fazem companhia, são elas que nos fazem lembrar o que foi em tempos e recordar.” Eu não o quero. Se é para não a ter, então prefiro esquecer”, dizem muitos. Eu não. Preciso de ter alguma coisa, que mantenha a pequena alegria que ainda tenho em mim, alguma prova que eu, antes me ri e não andava nada triste. Preciso de provas que fui diferente, que se eu a tivesse seria igual. Provas que se a tive foi por alguma razão, se ela morreu e eu tornei-me num psicomonstro e que se afastam de mim, há uma razão, e que mesmo se não tiver ninguém, terei uma foto, um sorriso que no meio de lágrimas me fará rir, porque no amor, e isso eu sei, se estás contente a pessoa que te ama ficará também. Sorrirá, mesmo em sofrimento só para ver um sorriso teu. Ai tu terás a certeza que essa pessoa se levanta todos os dias, doente ou sem o estar para te ver, para estar contigo. Porque no fim tu saberás que és tu, que a fazes sorrir acima de tudo. És algo mais do que uma simples criança, ou mulher, és o próprio amor. Tu fazes parte dele, sofres dele, ris-te por ele, cantas por ele, gritas por ele. Vives dele e para ele. E agora darias a vida por esse alguém? Sim? Homem e mulher. Mãe e filho. Avó e neto. Dariam a vida uns pelos outros? Sei que se eu tivesse falecido no lugar dela, ela teria guardado as fotos todas, as mínimas das recordações, e recordado. Chorado, sofrido, porque ela me amava como eu a amo a ela. Sofreria em silêncio, como eu ainda sofro, teria aproveitado os momentos alegres e teria pensado em mim. Ela teria se sentado, á noite num campo e olhado para as estrelas, eu olho pela janela do carro á noite e teríamos pensado: “Eu ainda penso em ti. Eu ainda te quero aqui comigo. Ainda gosto de ti” e mais que uma lágrima silenciosa teria corrido por ambas as faces. Éramos felizes as duas. Não sei dela. Mas sou feliz á minha maneira porque ela, agora vive dentro de mim. E o melhor é que é para sempre.