A menina era pequenina, e livre. Corria despreocupada pelos campos cheios de cor e vida, gostava de sentir o vento fresco do norte a bater-lhe na cara e a abanar os seus cabelos encaracolados. O seu vestido de um tecido branco muito leve, de mangas á cava, esvoaçava quando os seus passos curtos se encontravam numa corrida longa. Na mão direita, tinha um pequeno malmequer roxo. Tinha acabado de o colher e tinha uma vivacidade incrível. O malmequer roxo, dava voltas e voltas na mão da criança a ouvir melodias infantis embalado no calor da sua mão. Numa correria energética, a menina pula para os braços da mãe... entrega-lhe o malmequer e dá um beijo carinhoso e caloroso.