Nem sempre a maneira como lidamos uma com a outra é a melhor, mas eu conheço-a com a palma da minha mão e ela conhece-me a mim da mesma maneira. 14 anos com ela nunca mudaram... As mesmas discussões, as noitadas a rir e a partilhar, é isto que nos faz irmãs. De uma maneira ou de outra, puxando os cabelos a uma ou a outra somos irmãs, e sabemos que no fundo iremos sempre querer saber uma da outra...iremos sempre gostar uma da outra.
Ouvi-a chorar atrás de mim, á minha frente, fechada no quarto, na cama deitada á espera que o sono viesse. Nunca soube o que eu faria se ela estivesse na mesma situação, na fase terminal de uma doença e que a única capaz de dar-lhe mais um meses, anos ou dias de vida fosse eu, mas também nunca soube o que faria ela. Apercebi-me que afinal não teria feito algo muito diferente do que a irmã mais nova do filme faz... Simplesmente respeitava a sua vontade e tentava agarrar-me a ela o máximo de tempo possível mesmo sabendo, que no fim, ela ia-se embora...
A minha irmã, é a minha irmã. Temos dias sim, e dias não, mas continuamos a ter o mesmo sangue. Continuo a gostar dela com ou sem discussões, e ela de mim.