não olhes para mim, nem tentes cruzar os teus olhos nos meus. começo a desprezar o teu olhar de inocente quando não és, nem um bocado. as tuas gracinhas que até certo ponto têm piada, porque não são ditas para chamar atenção e, alguém que gosta de ser o centro das atenções, para mim é uma merda. é simplesmente uma atitude menosprezada por mim até ao meu limite, e esse, nunca foi muito profundo mas sempre demasiado atingível. para que? estou sempre de olho na janela, á espera de uma oportunidade para sair de casa, cruzar-me contigo ou ver-te á distância, mesmo que não dês por mim. o peito aperta, o coração aceleram e quer escapar-me pela boca ao ver-te todos os dias, ou quando eles passam e eu vou-me esqueçendo de feições. só os olhos. os olhares redondos e cheios de nem eu sei o que, fazem-me esperar, não recear e, acima de tudo, sonhar.