Sinto o álcool a percorrer o meu sangue e o tabaco a fermentar-me a boca, o continuo desejo de destruir o mundo e a isso refiro-me, sem vergonha, a ti e as imagens nítidas, do que mais despertou todos os erros que cometi, circulam e afundam-se no meu subconsciente. As cenas, que sem senão foram patéticas não me constringiram, nem á bocado nem agora, porque o que me deixa insatisfeita e angustiada não são as coisas que eu faço pelo um pé, são as coisas que tu fazes depois de eu, acidentalmente, ter cumprido as minhas. Tua própria boca disse que, erros cometem todos, e ninguém pode ser julgado por isso. Serei eu, sempre, a única acusada por defeito no teu inadequado tribunal? A excepção a ser passada a pente fino, á procura de detalhadas imperfeições que me condenam por tudo. Os erros não estão em mim, e os que estão eu sei deles foram descoberta minha, estão em ti. Pois o teu maior erro, é não admitires os teus e esperares por desculpas e satisfações, das pessoas que tentam conviver com ele. O meu maior erro, não é as minhas mudanças de humor é a forma como eu lido com elas. A maneira como eu deixo com que tudo as influencie a converterem-se. A feição exacta de não expor o que realmente quero e ponto. Tu tens-me a mim, aqui, como a Madalena. Nunca irei mudar para uma Luísa, ou pior.
Não detalho as pessoas com os dentes serrados, nem procuro. O meu feitio custa e, as outras pessoas têm direito ao feitio delas. Desejei em ser assim, não como tu, mas ter essa destreza, essa facilidade em controlar o que sentes ao limite, e teres apenas uma cara para nos mostrar, jovial. Sempre com um sorriso aberto de orelha a orelha, mesmo com problemas, mesmo com a cabeça a abarrotar de quebra-cabeças, mesmo desgostoso a tua cara vergava sempre o exacto despacho. A minha não. A minha é o total oposto e, se calhar é mesmo isso, nós somos o total oposto. Tenho a razoável propensão para me envolver nos problemas, nos meus e nos das outras pessoas, de os deixar desanimar, de revê-los sem conta relógio; os do passado envolvem os do presente – e no final tenho uma grotesca bola de nome incógnito a rodear-me. Faz pressão no meu carácter, e em vez de teres uma madalena, tens 4 – sempre a mudar, sempre imparáveis; Obrigação em gostares dele, não há.