Não saber o que se passa, frustra-me. Chateia-me e fica-me entalado aqui, mesmo debaixo da minha pele. Irrita-me especialmente a forma como despensa a minha ajuda, como se eu ainda fosse fazer pior, como se eu fosse a culpada de tudo. Eu vi e olhei para os olhos bem para dentro deles e não houve nada em retorno. Não senti nada a não ser o mais bem dado desprezo! Parecia como se eu não lá estivesse, a fazer passar o tempo, a não o deixar sozinho. Corri atrás dele, enleai-me naquelas ervas daninhas para correr o campo toda da bola e dar-lhe o braço e obrigá-lo a ir comigo para qualquer lado, menos a estar ali, sozinho. Bolas, pareceu que nada tinha mudado, que não tinha feito outra coisa além da minha obrigação e que pela milésima vez tinha falhado. Falhado, como falho sempre em tudo o que tem a ver com isto. Com esta merda, não lhe posso chamar outra coisa sem ser isso. Porque, sinceramente, acho isto tudo uma bela de uma merda já com falta de pés, de cabeça e aliás com falta de tudo ou então tem tanto em excesso que eu já meto os pés pelas mãos e as mãos pelos pés. Confundo-me tão depressa como ele foge para bem longe com os fones nos ouvidos e não houve a minha voz a gritar-lhe um anda cá mais sonoro que qualquer concerto de heavy metal. Faz a minha cabeça andar a mil á hora e isso leva-me mesmo ao auge da loucura máxima, parece que sou outra o que me perturba ainda mais.
Tão rápidamente eu mudo de conversa quando o tema é este. Até dá pena!