Talves no meio disto tudo, as paredes desgastadas de imagens vem valor nenhum passem a ter outro significado. Rezo para isso. Presumo, que por mero acaso esteja escrito nas páginas, nem eu sei de quem, mas estão rabiscadas de uma ponta á outra com uma letra minúscula. Não tenho curiosidade em revirar as páginas desse suposto diário. Nunca me impôs sequer o minímo interesse. Continuo a acreditar na ideia de que as memórias que fiz questão de guardar a olho desarmado e á vista de quem quer que seja, de um modo geral, transbordem vida e uma certa nostalgia. A mim, mas sobretudo a visitas. Reflictam sobre a minha fasta sala de estar uma temperatura quente e acolhedora, quase como o Verão. Recordar-me dos tempos de escola, de uma segura Ferreira do Alentejo já distânte e amigos. Os que guardei nas fotos velhas e emocionantes e os que guardo nos olhos, que por futura coincidência, apesar de não acreditar nelas, façam e continuem a fazer parte daquela listinha quase como se fosse os "Most Wanted". Espero emocionada, pela brisa quente que me vai percorrer o coração e finalmente me faça projectar um sorriso. Diferente isso de certo que será. Irá ser um tanto agradável, se bem que lembrar-me e tentar planear o meu futuro assim poderá parecer cor-de-rosa de mais. Assim eu tento que pareça. Simples e com pedaços de passado, para adoçar o presente e melhorar um bocado do futuro.